Por natureza, o ser humano não gosta de fazer uso daquilo que não fomos nós mesmos que construímos ou idealizamos. Quando digo “nós”, me refiro a uma individualidade do ser, que vem do todo poderoso ego. Nada é tão bom se não foi feito por nós mesmos, e nossos desejos individuais não valem a pena serem saciados se não o forem exatamente da forma como queremos. Foi-se o tempo em que nossa raça acreditava ser a imagem e semelhança de algo supremo. Hoje isto não basta, queremos ser, nós mesmos, a própia supremacia. Construímos vontades que nunca existiram antes, vontades que geram desejos tão poderosos quanto a sede. Somos os arquitetos do desnecessário.
I’m Back!
Olá amigos, depois de vários meses desaparecido, eis que retorno das cinzas.
Deixei muitos comentários sem aprovação, muitas perguntas sem respostas. Realmente passei os ultimos meses vivendo experiências complicadas que serão expressadas aqui de diversas formas.
Aprendi muito, descobri bastante, e pretendo compartilhar tudo com vocês. Descobri muitas coisas sobre mim mesmo, e percebi muitas coisas sobre a vida. Eu passei os últimos meses, literalmente, “vivendo conteúdo”. Estou de volta, e realmente acho que dessa vez é pra valer. Peço desculpa a todos, mas vamos em frente, que ainda temos muito o que conversar e discutir.
Tudo se perdeu
Chega um momento, em que a gente percebe que tudo se foi. A esperança, a vontade, o impulso, a fé, a infância e tantas outras coisas. Há um tempo em que sobra muito pouco. Um pouco de loucura, um pouco de curiosidade, e um pouco, muito pouco, de nós mesmos.
E apesar de perdermos tanto, tão cedo, ainda é incrível que nos sobre alguma percepção. O que é doloroso, e até mesmo cruel. De tantas coisas que poderiam ficar, porque, no final das contas, é só isto que me resta?
A gente só existe quando está sozinho. Quando não precisamos nos mascarar, julgar, nem ter uma posição para que as pessoas nos compreendam da forma que queremos. Então, existimos muito pouco, o resto é abstração. Apenas a vontade de que algo complexo seja real. Uma vez que pouco nunca é o bastante, o que sobra de nós mesmos nunca nos satisfaz. Estamos presos a tudo aquilo que seria bom que as pessoas acreditassem.
Mas todos sabem o quanto cada um precisa mentir para ser “aceito”. Cada um de nós sabe, mas mesmo assim, passamos por idiotas. Fingimos o quanto cada um não sabe o quanto o outro está mentindo.
Porque temos tanta vontade de que as pessoas encontrem aquilo que não somos? Todos buscam um sentido através da mentira. Logo, todos encontram aquilo que não é, sendo assim, o que não existe. E qualquer coisa que exista, é tratado como supérfluo. Se o homem ama a vida, porque a inexistência é tão supervalorizada?
São tantas interrogações, que chego a recorrer a matemática. Pego a quantidade de pessoas no mundo, e multiplico pela media de interrogações. Então tenho um número que não me responde nada.
Somos todos sozinhos de tantas formas. Pessoas, repostas… Aquele momento em que tudo nos abandona, tudo se perde. O tempo passa, e não paramos de entulhar o mundo do subproduto da vida: percepção, e interrogação.
Sexo é só uma palavra…
Na verdade, a sexualidade não é um assunto importante. A repressão a sexualidade sim, é algo preocupante. Hoje em dia, os meios de comunicação falam sobre este comportamento quase como se tivessem algum controle sobre ele. E na verdade, é a preocupação sobre este tema, gerada pela mídia e pelo preconceito, que o faz parecer extraordinário. Nunca existiu gays, e nunca existiram héteros, isso é apenas conceito, dentre centenas de outros que os seres humanos inventaram. Na verdade, as pessoas apenas se apaixonam e gostam umas das outras, assim como qualquer outra espécie que viva nessa grande bola azul. Continue Lendo →
A Sinfonia da Loucura ou Um Convite a Insanidade
De repente, a busca fracional pela sanidade não faz o menor sentido. É uma época em que meus demônios se tornam os melhores amigos. Por mais que possam sussurrar mentiras em meus ouvidos, será para meu “benefício”, e tudo o que eles querem em troca é minha lucidez, e no mundo em que vivemos, esse é um preço muito baixo a se pagar. Eu, que sempre mantive meus demônios presos, agora resolvo entrar na jaula, e será uma luta de vida ou morte. Chega uma hora em que a vitoria não importa, apenas a delicadeza e emoção da batalha. Quando encaro meus demônios, não interessa mais quem vai ganhar, mas da um certo prazer saber que estamos juntos novamente. Eles que me conhecem melhor que ninguém, além de que, talvez melhor do que a batalha possa ser, já foi delicioso os aplausos ao abrir a cela.
E do lado de dentro, posso ver que existe muita poesia na loucura, que ela não é uma obra concreta. Uma das coisas mais interessantes, é que é possível ainda sentir o cheiro e tatear a insanidade, mas sempre com muito cuidado ao segurar sua mão, pois ela pode te guiar a algum lugar. Com um vestido branco e olhos verdes, a loucura chega a dar água na boca, é abusada e sedutora, e tudo que quero fazer é abraça-la.
Depois de lhe dar um beijo e passearmos pelo meu vazio, posso notar as coisas diferentes, distorcidas. Está tudo deformado, mas de certa forma, mais bonito. Depois de uma tarde sozinhos, tenho a certeza de que realmente a encontrei, e percebo que é correto a insanidade ser uma figura feminina, que apesar de ter o mesmo nome para todos, é diferente e especial para cada um de nós.
E toda vez que aceito, abraço e luto com meus demônios, tudo fica mais interessante, e o que está do lado de fora não parece mais importar. A razão é uma companhia muito polida e parcial, nem sequer visa te beneficiar de alguma forma. A razão é mesmo uma mulher gorda de 68 anos de idade, que mal posso ouvir sua voz. A garganta está gasta de tanto falar, tentando me convencer a não ir embora, enquanto tudo o que eu queria era partir. A cada dia que passa, a razão ficava menos atraente e interessante, e aquilo não fazia sentido.
Decido então que é gostoso enlouquecer, pelo menos até o ponto em que é possível se manter de pé. Pela primeira vez quero experimentar o sabor da insanidade, que parece ser tão suculenta… Quero conhecer bem essa moça de olhos verdes que sempre me convida a ir para o outro lado do portão, dentro da cela onde estão todos os meus demônios, essa intimidade pode ser muito poderosa.
Então, agora que sou o convidado de honra da minha loucura, quero aproveitar cada momento até que a festa acabe. Quero lutar com todos. Sinto o próprio planeta como um gigante Coliseu, em que todos estão nos esperando pra entrar nessa luta, em benefício de todos aqueles que não conhecem essa mulher tão bonita, e de olhar tão sedutor. Mas agora chegou minha vez. Sinto o rosnar de todos os demônios. Viro a chave e dou o primeiro passo. Abraço a todos, e eles me agradecem por finalmente ter aceitado o convite. Existe muita alegria na insensatez…
Trabalhando pra caralho!
Os últimos três meses tenho passado por uma reformulação intelectual e profissional, além de estar lotado de trabalho até o talo, então tempo livre tem sido um luxo, principalmente quando você tem que fazer as coisas um número par de vezes… ¬¬
Mas não temam! Estou preparando um layout novo pro blog, e estou com alguns planos que me ajudarão a deixa-lo mais ativo. Não, eu não vou mudar o tipo de conteúdo, o blog continuará exatamente como ele é, apenas estou tendo algumas ideias, planos etc etc etc para tornar mais ágil a atualização aqui.
No mais, continuo abrindo e fechando a carteira inúmeras vezes toda sempre que vou pagar uma conta, e ainda tenho que aguentar as pessoas me olhando com cara de “Bixo doido do caralho” toda vez que vou na farmácia da esquina e não posso pisar nas linhas do azulejo de lá (não me perguntem o porquê).
Ultimamente tenho tido uma séria obsessão por meteoros. Fico olhando por alguma janela e imaginando um deles rasgando os ceus (e atmosfera) enquanto desce para destruir a terra completamente (uma coisa que eu acharia muito massa se acontecesse).
As vezes eu também acho que todos os posts do blog deveriam ter um número par de letras, mas isso não importa tanto assim… O que eu queria mesmo era que todos os meus clientes me pagassem caro para não fazer nada, ao invés de me darem tanto trabalho, mas isso é um sonho, não uma obsessão…
Eu consigo perceber quando vai chover pelo cheiro do ar, e posso notar quando alguém não tomou banho pelo odor do sovaco, mas isso não é nenhum superpoder…
Meus sonhos são tão massas que em breve começarei a conta-los aqui também, então aguardem uma nova categoria…
Outra coisa legal é que eu acho que vocês poderiam deixar nos comentários dúvidas ou sugestões de temas que vocês tem curiosidade de ler, algum relato sobre algo específico (ou não) etc etc etc…
O poder é de vocês!
Apenas divagando…
Dia nublado, fim de tarde, praia.
Olho pra direita, navio encalhado. Ok, melhor desfazer logo isso antes que alguém perceba que fui eu. Levanto, bato com as mãos no short, areia o vento leva, ergo braços em direção aquele monte de ferro e fico em posição de quem vai resolver alguma coisa. Faço força e deixo os dedos rígidos. Isso não vai dar em nada.
Esquerda, mãos no bolso e passos curtos. Andar devagar me incomoda, mas estou sem pressa. Aquele navio não vai sair dali tão cedo. Faz um tempão que não uso calça nem tênis. Pessoas correndo e surfando. Porquê? Apenas divertido. Mulheres de biquine, homens de sunga. Coroa na minha frente, olho pra sua bunda. Minha querida, e se eu tivesse um espeto de churrasco feito de ferro e empalasse a senhora? Será que dava pra fugir? Coitada da véia. Nada contra coroas, de vez em quando apenas olho pra alguém na rua e me vejo machucando-a. Eu sei, eu sou doente. Ok, nada cortante. Se eu ficasse nu e saísse correndo, alguém iria notar?
As pessoas passam por mim pra chegar em algum lugar. Como se não estivessem se movendo a a mais de cem mil quilômetos por hora pelo espaço, mas tudo é relativo. De que adianta a velocidade em que você está no espaço se a gente ta parado em cima dessa “pedra azul”? Aquilo alí é um ovni?
Tem muito bichinho na praia, mas os que andam em duas pernas me incomodam mais. Será que eu também tô incomodando alguém? Será que aquela doidinha tem namorado? Se eu chutar aquela àrvore, vai doer? Claro que vai! Mas que vontade louca de chutar aquela àrvore alí!
Eu sei que sou muito chato, mas prefiro perder um amigo a não falar o que me da vontade. Minha vontade sempre vai estar comigo, amigos não. Casam, morrem, te fodem. Tem algum pé de manga aqui?
Praias não tem rachaduras para eu não pisar, ao contrário de calçadas. Mas essa aqui tem um esgoto, aliás, vários! Como vou fazer pra passar? Já sei, subo pela calçada! Após dar a volta eu me sinto uma pessoa vitoriosa. Também comprei um óculos escuro de cinco reais que não vou usar.
Será que aquele cara que vende suco é seboso? Melhor não arriscar…
Ok, a praia ficou chata agora, vou pra casa andando… Pessoas passam por mim fazendo cooper. E se eu empurrasse alguém pro meio da rua? Será que iriam notar? Será que as mulheres se sentem melhores quando eu olho pra elas quando estão correndo de lycra? Será que toda mulher realmente quer ser desejada, ou isso é mentira? Homens de lycra querem ser desejados também? Se eu pisar nas rachaduras da calçada, o mundo vai acabar? Eu sei que não, mas minha cabeça acha que sim. Peraí, eu posso me divertir com isso. Piso nas linhas só pra fazer minha mente de otária. Mas… minha mente sou eu. Como sou mané! Oo
Acho que numa luta, eu perderia se tivesse de combater um “Dragão de Komodo”. Por isso eu piso em lagartixas. Mentira, eu não piso em lagartixas, mas como seria se eu esmagasse uma? Coitadinha… Será que vou ter saco de fazer a barba hoje?
Aquela mulher sorriu pra mim, será que eu devia fingir que tô fazendo cooper de sandália e perseguir ela até ganhar um beijo e ser preso? Quantos metros faltam pra eu chegar em casa?
É difícil passar por paradas de ônibus cheias sem tocar em ninguém, melhor descer a calçada e correr o risco de ser atropelado.
Se eu tivesse uma metralhadora aqui e começasse a atirar pra todos os lados? Eu preciso parar de ter vontade de fazer merda. Se eu pulasse de barriga no meio do mato jogando uma granada pra trás sem ver aonde acerto, eu ia matar muita gente? O que será que aquele cara alí fez hoje? Será que ele matou alguém? Acho que vou passar no supermercado e comprar umas cervejas, deu vontade de escrever alguma coisa hoje…
Humano, demasiado… humano?
As pessoas nascem, vivem e morrem pelas razões mais idiotas. Uma mulher é estuprada e tem um filho que vive uma vida inteiramente medíocre. Ele é incapaz de se matar e o impossibilitamos de ser melhor do que é, entupindo sua cabeça com baboseiras como deus, milagre, céu e inferno. Daí ele morre numa calçada após sofrer um assalto e perder seus cinco reais. Em seguida, o ladrão dobra a esquina, corre dois quarteirões e estupra outra mulher.
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Antes e depois de um certo dia
Em algum dia da semana, em uma determinada época de minha infância, eu comecei a ficar inclinado a ter algumas atitudes que, para mim, e para quem estivesse de fora visse, pareciam bem estranhas. De repente, senti que minhas unhas não poderiam ter nenhuma falha. Eu tinha cerca de 8 anos de idade, não tinha a menor vaidade sobre nada. Tanto que o importante não era ter as unhas bonitas, apenas que elas não deveriam ter sulcos ou pontas que prendessem no cobertor, por exemplo. Isso é até um tanto quanto natural, até eu começar a ficar completamente obcecado por isto. Não podia perder tempo procurando um cortador de unhas, sejam as dos pés ou das mãos, se não estivessem como deveriam, aquilo precisava ser resolvido imediatamente. Comecei a arranca-las a mordidas. Mordia minhas unhas até elas sangrarem, e mesmo assim, se ainda não estivessem “perfeitas”, eu continuava, com o gosto do sangue em minha boca. Mal sabia eu que este era o início de um problema com o qual eu teria que conviver durante toda a minha vida. Continue Lendo →
Porque ter um cão?
A minha vida inteira eu sempre amei animais, e é claro, principalmente cachorros. Mas porque cachorro? Porque eu sinto que é diferente? Porque ele realmente parece ser um excelente amigo? Bom… eu imagino que é porque ele é.
É muito difícil falar desse tipo de relacionamento sem parecer piegas. Mas a verdade é que o cão é incrivelmente mais inteligente do que muita gente pensa. Os cães podem entender até 160 palavras, reconhecem cerca de 90% de nossa expressão corporal e facial. O cachorro realmente interage com você, ele realmente ama você, e olha que você nem precisa dar algo em troca, ele vai amar você de verdade, basta você ama-lo também. Continue Lendo →






