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	<title>Obsessivo Compulsivo</title>
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		<title>Arquitetos do desejo, ou a teoria da vontade</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Dec 2011 00:11:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Por natureza, o ser humano não gosta de fazer uso daquilo que não fomos nós mesmos que construímos ou idealizamos. Quando digo &#8220;nós&#8221;, me refiro a uma individualidade do ser, que vem do todo poderoso ego. Nada é tão bom se não foi feito por nós mesmos, e nossos desejos individuais não valem a pena [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="socialize-in-content" style="float:right;"><div class="socialize-in-button socialize-in-button-vertical"><a href="http://twitter.com/share" class="twitter-share-button" data-url="http://www.obsessivocompulsivo.com/arquitetos-do-desejo-ou-a-teoria-da-vontade/" data-text="Arquitetos do desejo, ou a teoria da vontade" data-count="" data-via="pailoro" ><!--Tweetter--></a></div><div class="socialize-in-button socialize-in-button-vertical"><script>
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<p><span id="more-574"></span></p>
<p>Até dezenas de anos atrás tinhámos a curiosidade, o desejo do conhecimento e a vontade de vitória. Pare por um segundo e veja como essas qualidades foram deturpadas hoje em dia. O que fizemos da curiosidade, do desejo e da vontade? Erguemos o palácio da irrelevância, pois nada mais é feito visando algo maior ou para o bem comum, apenas uma necessidade momentânia e casual. Em que transformamos nossas qualidades? Quanto vale um desejo puramente individual? Hoje em dia, com certeza mais que uma reflexão. Nosso ego se transformou na refinaria do inútil.</p>
<p>Uma paixão precisa ser da forma como pensamos, o encontro precisa ser com aquilo que buscamos. Exigimos que as pessoas nos ofereçam tudo o que queremos, da forma como queremos. Ninguém quer mais fazer uso do que existe, apenas do que é concebido e idealizado. O que fez com que nos sentíssemos tão poderosos? Até pouco tempo atrás a terra ainda girava em torno do Sol.</p>
<p>Essa cultura da vontade pode ser percebida até mesmo na tecnologia, onde tudo pode ser personalizado pelo usuário, uma exigência padrão dos novos consumidores. Um profissional com mais de 15 anos de experiencia desenvolve uma ferramenta, mas é claro que você vai reclamar muito caso não tenha a opção de personalização para que se possa destruir o trabalho dele. Veja por exemplo os jailbreaks que se fazem em dispositivos moveis de hoje em dia.</p>
<p>Antigamente, um ideal era visto com poesia, hoje ele vem com cobertura de imaturidade. Nos tornamos nisto, sempre fomos assim, ou apenas mimamos demais as necessidade básicas?</p>
<p>Por fim, acredito que o desejo vencerá a reflexão, pois é sempre mais fácil desejar e esperar.<br />
<iframe src="http://www.youtube.com/embed/OQmHNKwmD9E" frameborder="0" width="420" height="315"></iframe></p>
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		<title>I&#8217;m Back!</title>
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		<pubDate>Sat, 10 Dec 2011 19:57:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando</dc:creator>
				<category><![CDATA[blá…]]></category>

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		<description><![CDATA[Olá amigos, depois de vários meses desaparecido, eis que retorno das cinzas. Deixei muitos comentários sem aprovação, muitas perguntas sem respostas. Realmente passei os ultimos meses vivendo experiências complicadas que serão expressadas aqui de diversas formas. Aprendi muito, descobri bastante, e pretendo compartilhar tudo com vocês. Descobri muitas coisas sobre mim mesmo, e percebi muitas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="socialize-in-content" style="float:right;"><div class="socialize-in-button socialize-in-button-vertical"><a href="http://twitter.com/share" class="twitter-share-button" data-url="http://www.obsessivocompulsivo.com/im-back/" data-text="I&#8217;m Back!" data-count="" data-via="pailoro" ><!--Tweetter--></a></div><div class="socialize-in-button socialize-in-button-vertical"><script>
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<p>Deixei muitos comentários sem aprovação, muitas perguntas sem respostas. Realmente passei os ultimos meses vivendo experiências complicadas que serão expressadas aqui de diversas formas.</p>
<p>Aprendi muito, descobri bastante, e pretendo compartilhar tudo com vocês. Descobri muitas coisas sobre mim mesmo, e percebi muitas coisas sobre a vida. Eu passei os últimos meses, literalmente, &#8220;vivendo conteúdo&#8221;. Estou de volta, e realmente acho que dessa vez é pra valer. Peço desculpa a todos, mas vamos em frente, que ainda temos muito o que conversar e discutir.</p>
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		<title>Tudo se perdeu</title>
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		<pubDate>Tue, 21 Jun 2011 05:35:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Chega um momento, em que a gente percebe que tudo se foi. A esperança, a vontade, o impulso, a fé, a infância e tantas outras coisas. Há um tempo em que sobra muito pouco. Um pouco de loucura, um pouco de curiosidade, e um pouco, muito pouco, de nós mesmos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="socialize-in-content" style="float:right;"><div class="socialize-in-button socialize-in-button-vertical"><a href="http://twitter.com/share" class="twitter-share-button" data-url="http://www.obsessivocompulsivo.com/tudo-se-perdeu/" data-text="Tudo se perdeu" data-count="" data-via="pailoro" ><!--Tweetter--></a></div><div class="socialize-in-button socialize-in-button-vertical"><script>
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<p>E apesar de perdermos tanto, tão cedo, ainda é incrível que nos sobre alguma percepção. O que é doloroso, e até mesmo cruel. De tantas coisas que poderiam ficar, porque, no final das contas, é só isto que me resta?</p>
<p>A gente só existe quando está sozinho. Quando não precisamos nos mascarar, julgar, nem ter uma posição para que as pessoas nos compreendam da forma que queremos. Então, existimos muito pouco, o resto é abstração. Apenas a vontade de que algo complexo seja real. Uma vez que pouco nunca é o bastante, o que sobra de nós mesmos nunca nos satisfaz. Estamos presos a tudo aquilo que seria bom que as pessoas acreditassem.</p>
<p>Mas todos sabem o quanto cada um precisa mentir para ser &#8220;aceito&#8221;. Cada um de nós sabe, mas mesmo assim, passamos por idiotas. Fingimos o quanto cada um não sabe o quanto o outro está mentindo.</p>
<p>Porque temos tanta vontade de que as pessoas encontrem aquilo que não somos? Todos buscam um sentido através da mentira. Logo, todos encontram aquilo que não é, sendo assim, o que não existe. E qualquer coisa que exista, é tratado como supérfluo. Se o homem ama a vida, porque a inexistência é tão supervalorizada?</p>
<p>São tantas interrogações, que chego a recorrer a matemática. Pego a quantidade de pessoas no mundo, e multiplico pela media de interrogações. Então tenho um número que não me responde nada.</p>
<p>Somos todos sozinhos de tantas formas. Pessoas, repostas&#8230; Aquele momento em que tudo nos abandona, tudo se perde. O tempo passa, e não paramos de entulhar o mundo do subproduto da vida: percepção, e interrogação.</p>
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		<title>Sexo é só uma palavra&#8230;</title>
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		<pubDate>Mon, 18 Apr 2011 02:37:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Na verdade, a sexualidade não é um assunto importante. A repressão a sexualidade sim, é algo preocupante. Hoje em dia, os meios de comunicação falam sobre este comportamento quase como se tivessem algum controle sobre ele. E na verdade, é a preocupação sobre este tema, gerada pela mídia e pelo preconceito, que o faz parecer [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="socialize-in-content" style="float:right;"><div class="socialize-in-button socialize-in-button-vertical"><a href="http://twitter.com/share" class="twitter-share-button" data-url="http://www.obsessivocompulsivo.com/sexo-e-so-uma-palavra/" data-text="Sexo é só uma palavra&#8230;" data-count="" data-via="pailoro" ><!--Tweetter--></a></div><div class="socialize-in-button socialize-in-button-vertical"><script>
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                        <script src="http://widgets.fbshare.me/files/fbshare.js"></script></div></div><p>Na verdade, a sexualidade não é um assunto importante. A repressão a sexualidade sim, é algo preocupante. Hoje em dia, os meios de comunicação falam sobre este comportamento quase como se tivessem algum controle sobre ele. E na verdade, é a preocupação sobre este tema, gerada pela mídia e pelo preconceito, que o faz parecer extraordinário. Nunca existiu gays, e nunca existiram héteros, isso é apenas conceito, dentre centenas de outros que os seres humanos inventaram. Na verdade, as pessoas apenas se apaixonam e gostam umas das outras, assim como qualquer outra espécie que viva nessa grande bola azul.<span id="more-515"></span></p>
<p>Hétero e Gay pra mim é um estereotipo. Mais uma tentativa do ser humano de tentar controlar conceitos, pensamentos e comportamentos. Nenhum amigo meu será melhor ou pior por ser qualquer um dos dois, ele apenas será uma pessoa fantástica com a qual eu gosto de conversar, e ele sempre será isso. Se a opção sexual dele for um problema, será um problema meu, e não dele. A pessoa que está com um parceiro, está com ele porque se sente bem com isso; o individuo que não se sente bem com isso, é alguém reprimido e/ou invejoso, e isso, qualquer ser humano é capaz de ser&#8230;</p>
<p style="text-align: center;"><object width="480" height="390" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/sRSVH0Wkrw8?fs=1&amp;hl=pt_BR" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed width="480" height="390" type="application/x-shockwave-flash" src="http://www.youtube.com/v/sRSVH0Wkrw8?fs=1&amp;hl=pt_BR" allowFullScreen="true" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" /></object></p>
<p>Uma vez que o comportamento sexual é normal, independente do parceiro, espécie e sexo, o que nos faz pensar que temos algum poder de controlar a paixão e um comportamento natural em todas as espécies? O indivíduo é a única pessoa capaz de fazer dela mesma melhor ou pior, independente daquilo que você ame ou odeie. Se a sexualidade não fosse apenas um detalhe, não poderia ser escondida com meio milímetro de jeans.</p>
<p>Ser e estar feliz com alguém, não importa a pessoa ou o sexo, não deve ser repulsivo, porque a felicidade não é isto, e nunca poderemos transforma-la em qualquer coisa que quisermos que ela seja. O conforto, a felicidade, a paixão e o amor, apenas são, e não adianta catalogar, nem é preciso. Fiquemos todos apenas confortáveis com e por todos aqueles que conseguirem encontrar aquele que o faça se sentir fantástico e importante, porque não é fácil achar um sentido na existência, e provavelmente nem sequer exista um. Mas o relevante não é a existência em sí, mas o que podemos fazer com ela.</p>
<p>Eu sou gay, eu sou hetero, eu sou bi, eu sou pan. Sou capaz de ser qualquer coisa que precisar ser, porque serei o que for pra me sentir bem ao existir. Ser é mais importante do que o que qualquer um acredita ser. Eu não quero uma definição, eu quero é definir o que sou, porque todas as regras foram criadas, e talvez seja a hora de reinventa-las.</p>
<p style="text-align: center;"><object width="540" height="390" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/iWYqsaJk_U8?fs=1&amp;hl=pt_BR" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed width="540" height="390" type="application/x-shockwave-flash" src="http://www.youtube.com/v/iWYqsaJk_U8?fs=1&amp;hl=pt_BR" allowFullScreen="true" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" /></object></p>
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		<title>A Sinfonia da Loucura ou Um Convite a Insanidade</title>
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		<pubDate>Sun, 03 Apr 2011 20:27:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando</dc:creator>
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		<description><![CDATA[E do lado de dentro, posso ver que existe muita poesia na loucura, que ela não é uma obra concreta. Uma das coisas mais interessantes, é que é possível ainda sentir o cheiro e tatear a insanidade, mas sempre com muito cuidado ao segurar sua mão, pois ela pode te guiar a algum lugar. Com um vestido branco e olhos verdes, a loucura chega a dar água na boca, é abusada e sedutora, e tudo que quero fazer é abraça-la.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="socialize-in-content" style="float:right;"><div class="socialize-in-button socialize-in-button-vertical"><a href="http://twitter.com/share" class="twitter-share-button" data-url="http://www.obsessivocompulsivo.com/a-sinfonia-da-loucura-ou-um-convite-a-insanidade/" data-text="A Sinfonia da Loucura ou Um Convite a Insanidade" data-count="" data-via="pailoro" ><!--Tweetter--></a></div><div class="socialize-in-button socialize-in-button-vertical"><script>
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                        <script src="http://widgets.fbshare.me/files/fbshare.js"></script></div></div><p>De repente, a busca fracional pela sanidade não faz o menor sentido. É uma época em que meus demônios se tornam os melhores amigos. Por mais que possam sussurrar mentiras em meus ouvidos, será para meu &#8220;benefício&#8221;, e tudo o que eles querem em troca é minha lucidez, e no mundo em que vivemos, esse é um preço muito baixo a se pagar. Eu, que sempre mantive meus demônios presos, agora resolvo entrar na jaula, e será uma luta de vida ou morte. Chega uma hora em que a vitoria não importa, apenas a delicadeza e emoção da batalha. Quando encaro meus demônios, não interessa mais quem vai ganhar, mas da um certo prazer saber que estamos juntos novamente. Eles que me conhecem melhor que ninguém, além de que, talvez melhor do que a batalha possa ser, já foi delicioso os aplausos ao abrir a cela.</p>
<p>E do lado de dentro, posso ver que existe muita poesia na loucura, que ela não é uma obra concreta. Uma das coisas mais interessantes, é que é possível ainda sentir o cheiro e tatear a insanidade, mas sempre com muito cuidado ao segurar sua mão, pois ela pode te guiar a algum lugar. Com um vestido branco e olhos verdes, a loucura chega a dar água na boca, é abusada e sedutora, e tudo que quero fazer é abraça-la.</p>
<p>Depois de lhe dar um beijo e passearmos pelo meu vazio, posso notar as coisas diferentes, distorcidas. Está tudo deformado, mas de certa forma, mais bonito. Depois de uma tarde sozinhos, tenho a certeza de que realmente a encontrei, e percebo que é correto a insanidade ser uma figura feminina, que apesar de ter o mesmo nome para todos, é diferente e especial para cada um de nós.</p>
<p>E toda vez que aceito, abraço e luto com meus demônios, tudo fica mais interessante, e o que está do lado de fora não parece mais importar. A razão é uma companhia muito polida e parcial, nem sequer visa te beneficiar de alguma forma. A razão é mesmo uma mulher gorda de 68 anos de idade, que mal posso ouvir sua voz. A garganta está gasta de tanto falar, tentando me convencer a não ir embora, enquanto tudo o que eu queria era partir. A cada dia que passa, a razão ficava menos atraente e interessante, e aquilo não fazia sentido.</p>
<p>Decido então que é gostoso enlouquecer, pelo menos até o ponto em que é possível se manter de pé. Pela primeira vez quero experimentar o sabor da insanidade, que parece ser tão suculenta… Quero conhecer bem essa moça de olhos verdes que sempre me convida a ir para o outro lado do portão, dentro da cela onde estão todos os meus demônios, essa intimidade pode ser muito poderosa.</p>
<p>Então, agora que sou o convidado de honra da minha loucura, quero aproveitar cada momento até que a festa acabe. Quero lutar com todos. Sinto o próprio planeta como um gigante Coliseu, em que todos estão nos esperando pra entrar nessa luta, em benefício de todos aqueles que não conhecem essa mulher tão bonita, e de olhar tão sedutor. Mas agora chegou minha vez. Sinto o rosnar de todos os demônios. Viro a chave e dou o primeiro passo. Abraço a todos, e eles me agradecem por finalmente ter aceitado o convite. Existe muita alegria na insensatez…</p>
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		<title>Trabalhando pra caralho!</title>
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		<pubDate>Sat, 29 Jan 2011 02:11:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando</dc:creator>
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		<description><![CDATA[As vezes eu acho que todos os posts do blog deveriam ter um número par de letras, mas isso não importa tanto assim... O que eu queria mesmo era que todos os meus clientes me pagassem caro para não fazer nada, ao invés de me darem tanto trabalho, mas isso é um sonho, não uma obsessão...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="socialize-in-content" style="float:right;"><div class="socialize-in-button socialize-in-button-vertical"><a href="http://twitter.com/share" class="twitter-share-button" data-url="http://www.obsessivocompulsivo.com/trabalhando-pra-caralho/" data-text="Trabalhando pra caralho!" data-count="" data-via="pailoro" ><!--Tweetter--></a></div><div class="socialize-in-button socialize-in-button-vertical"><script>
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                        <script src="http://widgets.fbshare.me/files/fbshare.js"></script></div></div><p>Os últimos três meses tenho passado por uma reformulação intelectual e profissional, além de estar lotado de trabalho até o <em>talo</em>, então tempo livre tem sido um luxo, principalmente quando você tem que fazer as coisas um número par de vezes&#8230; ¬¬</p>
<p>Mas não temam! Estou preparando um layout novo pro blog, e estou com alguns planos que me ajudarão a deixa-lo mais ativo. Não, eu não vou mudar o tipo de conteúdo, o blog continuará exatamente como ele é, apenas estou tendo algumas ideias, planos etc etc etc para tornar mais ágil a atualização aqui.</p>
<p>No mais, continuo abrindo e fechando a carteira inúmeras vezes toda sempre que vou pagar uma conta, e ainda tenho que aguentar as pessoas me olhando com cara de &#8220;Bixo doido do caralho&#8221; toda vez que vou na farmácia da esquina e não posso pisar nas linhas do azulejo de lá (não me perguntem o porquê).</p>
<p>Ultimamente tenho tido uma séria obsessão por meteoros. Fico olhando por alguma janela e imaginando um deles rasgando os ceus (e atmosfera) enquanto desce para destruir a terra completamente (uma coisa que eu acharia muito massa se acontecesse).</p>
<p>As vezes eu também acho que todos os posts do blog deveriam ter um número par de letras, mas isso não importa tanto assim&#8230; O que eu queria mesmo era que todos os meus clientes me pagassem caro para não fazer nada, ao invés de me darem tanto trabalho, mas isso é um sonho, não uma obsessão&#8230;</p>
<p>Eu consigo perceber quando vai chover pelo cheiro do ar, e posso notar quando alguém não tomou banho pelo odor do sovaco, mas isso não é nenhum superpoder&#8230;</p>
<p>Meus sonhos são tão massas que em breve começarei a conta-los aqui também, então aguardem uma nova categoria&#8230;</p>
<p>Outra coisa legal é que eu acho que vocês poderiam deixar nos comentários dúvidas ou sugestões de temas que vocês tem curiosidade de ler, algum relato sobre algo específico (ou não) etc etc etc&#8230;</p>
<p>O poder é de vocês!</p>
<p style="text-align: center;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="350" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/mb8WQR7G9Xs" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="350" src="http://www.youtube.com/v/mb8WQR7G9Xs"></embed></object></p>
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		<title>Apenas divagando&#8230;</title>
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		<pubDate>Sat, 25 Sep 2010 01:45:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Esquerda, mãos no bolso e passos curtos. Andar devagar me incomoda, mas estou sem pressa. Aquele navio não vai sair dali tão cedo. Faz um tempão que não uso calça nem tênis. Pessoas correndo e surfando. Porquê? Apenas divertido. Mulheres de biquine, homens de sunga. Coroa na minha frente, olho pra sua bunda. Minha senhora, e se eu tivesse um espeto de churrasco feito de ferro e empalasse a senhora? Será que dava pra fugir? Coitada da véia. Nada contra coroas, de vez em quando apenas olho pra alguém na rua e me vejo machucando-a. Eu sei, eu sou doente. Ok, nada cortante. Se eu ficasse nu e saísse correndo, alguém ia notar?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="socialize-in-content" style="float:right;"><div class="socialize-in-button socialize-in-button-vertical"><a href="http://twitter.com/share" class="twitter-share-button" data-url="http://www.obsessivocompulsivo.com/apenas-divagando/" data-text="Apenas divagando&#8230;" data-count="" data-via="pailoro" ><!--Tweetter--></a></div><div class="socialize-in-button socialize-in-button-vertical"><script>
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<p>Olho pra direita, navio encalhado. Ok, melhor desfazer logo isso antes que alguém perceba que fui eu. Levanto, bato com as mãos no short, areia o vento leva, ergo braços em direção aquele monte de ferro e fico em posição de quem vai resolver alguma coisa. Faço força e deixo os dedos rígidos. Isso não vai dar em nada.</p>
<p>Esquerda, mãos no bolso e passos curtos. Andar devagar me incomoda, mas estou sem pressa. Aquele navio não vai sair dali tão cedo. Faz um tempão que não uso calça nem tênis. Pessoas correndo e surfando. Porquê? Apenas divertido. Mulheres de biquine, homens de sunga. Coroa na minha frente, olho pra sua bunda. Minha querida, e se eu tivesse um espeto de churrasco feito de ferro e empalasse a senhora? Será que dava pra fugir? Coitada da véia. Nada contra coroas, de vez em quando apenas olho pra alguém na rua e me vejo machucando-a. Eu sei, eu sou doente. Ok, nada cortante. Se eu ficasse nu e saísse correndo, alguém iria notar?</p>
<p>As pessoas passam por mim pra chegar em algum lugar. Como se não estivessem se movendo a a mais de cem mil quilômetos por hora pelo espaço, mas tudo é relativo. De que adianta a velocidade em que você está no espaço se a gente ta parado em cima dessa &#8220;pedra azul&#8221;? Aquilo alí é um ovni?</p>
<p>Tem muito bichinho na praia, mas os que andam em duas pernas me incomodam mais. Será que eu também tô incomodando alguém? Será que aquela doidinha tem namorado? Se eu chutar aquela àrvore, vai doer? Claro que vai! Mas que vontade louca de chutar aquela àrvore alí!</p>
<p>Eu sei que sou muito chato, mas prefiro perder um amigo a não falar o que me da vontade. Minha vontade sempre vai estar comigo, amigos não. Casam, morrem, te fodem. Tem algum pé de manga aqui?</p>
<p>Praias não tem rachaduras para eu não pisar, ao contrário de calçadas. Mas essa aqui tem um esgoto, aliás, vários! Como vou fazer pra passar? Já sei, subo pela calçada! Após dar a volta eu me sinto uma pessoa vitoriosa. Também comprei um óculos escuro de cinco reais que não vou usar.</p>
<p>Será que aquele cara que vende suco é seboso? Melhor não arriscar&#8230;</p>
<p>Ok, a praia ficou chata agora, vou pra casa andando&#8230; Pessoas passam por mim fazendo cooper. E se eu empurrasse alguém pro meio da rua? Será que iriam notar? Será que as mulheres se sentem melhores quando eu olho pra elas quando estão correndo de lycra? Será que toda mulher realmente quer ser desejada, ou isso é mentira? Homens de lycra querem ser desejados também? Se eu pisar nas rachaduras da calçada, o mundo vai acabar? Eu sei que não, mas minha cabeça acha que sim. Peraí, eu posso me divertir com isso. Piso nas linhas só pra fazer minha mente de otária. Mas&#8230; minha mente sou eu. Como sou mané! Oo</p>
<p>Acho que numa luta, eu perderia se tivesse de combater um &#8220;Dragão de Komodo&#8221;. Por isso eu piso em lagartixas. Mentira, eu não piso em lagartixas, mas como seria se eu esmagasse uma? Coitadinha&#8230; Será que vou ter saco de fazer a barba hoje?</p>
<p>Aquela mulher sorriu pra mim, será que eu devia fingir que tô fazendo cooper de sandália e perseguir ela até ganhar um beijo e ser preso? Quantos metros faltam pra eu chegar em casa?</p>
<p>É difícil passar por paradas de ônibus cheias sem tocar em ninguém, melhor descer a calçada e correr o risco de ser atropelado.</p>
<p>Se eu tivesse uma metralhadora aqui e começasse a atirar pra todos os lados? Eu preciso parar de ter vontade de fazer merda. Se eu pulasse de barriga no meio do mato jogando uma granada pra trás sem ver aonde acerto, eu ia matar muita gente? O que será que aquele cara alí fez hoje? Será que ele matou alguém? Acho que vou passar no supermercado e comprar umas cervejas, deu vontade de escrever alguma coisa hoje&#8230;</p>
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		<title>Humano, demasiado&#8230; humano?</title>
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		<pubDate>Sat, 11 Sep 2010 23:35:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[demasiado]]></category>
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		<description><![CDATA[As pessoas nascem, vivem e morrem pelas razões mais idiotas. Uma mulher é estuprada e tem um filho que vive uma vida inteiramente medíocre. Ele é incapaz de se matar e o impossibilitamos de ser melhor do que é, entupindo sua cabeça com baboseiras como deus, milagre, céu e inferno. Daí ele morre numa calçada após sofrer um assalto e perder seus cinco reais. Em seguida o ladrão dobra a esquina, corre dois quarteirões e estupra outra mulher.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="socialize-in-content" style="float:right;"><div class="socialize-in-button socialize-in-button-vertical"><a href="http://twitter.com/share" class="twitter-share-button" data-url="http://www.obsessivocompulsivo.com/humano-demasiado-humano/" data-text="Humano, demasiado&#8230; humano?" data-count="" data-via="pailoro" ><!--Tweetter--></a></div><div class="socialize-in-button socialize-in-button-vertical"><script>
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                        <script src="http://widgets.fbshare.me/files/fbshare.js"></script></div></div><p style="text-align: justify;">As pessoas nascem, vivem e morrem pelas razões mais idiotas. Uma mulher é estuprada e tem um filho que vive uma vida inteiramente medíocre. Ele é incapaz de se matar e o impossibilitamos de ser melhor do que é, entupindo sua cabeça com baboseiras como deus, milagre, céu e inferno. Daí ele morre numa calçada após sofrer um assalto e perder seus cinco reais. Em seguida, o ladrão dobra a esquina, corre dois quarteirões e estupra outra mulher.<img title="Mais..." src="http://www.digestao.net/wp-includes/js/tinymce/plugins/wordpress/img/trans.gif" alt="" /><span id="more-413"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Vejo isso todo dia, vejo coisas muito piores que isto, aliás. Mesmo assim as pessoas tentam glorificar sua própria existência utilizando os mais diversos argumentos, apesar de continuarmos fazendo as mesmas coisas e de termos a mesma importância de sempre. O homem nasce, vive, se reproduz e morre. Sim, eu acho isso muito pouco.</p>
<p style="text-align: justify;">Nenhum indivíduo é maravilhoso, e nenhuma vida será salva. Somos os mesmos &#8220;macacos&#8221; de sempre. Cada animal tem sua forma de se defender: ursos tem força, leões suas mandíbulas e agilidade, as baleias são simplesmente grandes, e nós, simplesmente espertos. E de esperteza vivemos. Temos controladores, fraudadores e manipuladores demais. Destruímos nosso ambiente e matamos tudo, até a nós mesmos &#8211; não para ficarmos no &#8220;topo&#8221;, mas em cima de uma cadeia brutal onde disputamos coisas desnecessárias. Nada de se preocupar com o outro desde que estejamos de pé. Nossa esperteza é a pior das armas.</p>
<p style="text-align: justify;">Se eu pudesse escolher, preferiria ter a eficiência de um camaleão. Queria não ser notado, e depois de tudo, fingir que nunca estive aqui. Não oferecemos o bastante uns aos outros, queremos apenas reis, leis e um feriado a mais no calendário. Essa é nossa satisfação.</p>
<p style="text-align: justify;">Não precisamos de muito pouco, na verdade, nós queremos muito pouco. A prova disto é que não temos nada: nem compaixão, nem pensamento próprio. Podemos dominar o mundo como raça, mas não conseguimos reger a nós mesmos. Nossa &#8220;arma&#8221; de sobrevivência é ineficiente e ultrapassada, mas é o que temos, por isso que tudo continua não importando, desde que estejamos de pé. Nós herdamos da natureza a pior forma que um animal pode ter de se manter vivo, mas todo dia encontramos um jeito de nos convencer do contrário.</p>
<p style="text-align: justify;">Acredito que possamos mudar, porém, antes disso, precisamos parar de nos enganar e aceitar o que somos, de outra forma, não haverá um próximo passo. O problema é que só enxergamos as outras verdades, e não a nossa própria, e para nos convencer do que não somos, tentamos convencer os outros, daí o motivo pelo qual nos empenhamos tanto em purificar nossa existência através de um ser superior. Passamos a vida inteira tentando transformar essa monstruosidade em algo sagrado, porque é difícil demais aceita-la.</p>
<p style="text-align: justify;">É mais fácil pedir a fazer, mais fácil aceitar que lutar ou pensar. Não nos sobrou muito, e talvez seja por isso que percamos tanto tempo santificando entidades, por que em nosso sub-conciente sentimos tanta vergonha de nós mesmos que queríamos que alguém nos dissesse que ainda valemos a pena. Mas ninguém veio, ninguém disse nada. Então saímos por aí mentindo uns para os outros. Queríamos ser importantes, então inventamos deuses para nos qualificar como maravilhosos. Mas é isso aí, vamos todos seguir a vida tentando dar um jeito de fingir que acreditamos em nós mesmos&#8230;</p>
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		<title>Antes e depois de um certo dia</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Oct 2009 16:55:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Em algum dia da semana, em uma determinada época de minha infância, eu comecei a ficar inclinado a ter algumas atitudes que, para mim, e para quem estivesse de fora visse, pareciam bem estranhas. De repente, senti que minhas unhas não poderiam ter nenhuma falha. Eu tinha cerca de 8 anos de idade, não tinha a menor vaidade sobre nada. Tanto que o importante não era ter as unhas bonitas, apenas que elas não deveriam ter sulcos ou pontas que prendessem no cobertor, por exemplo. Isso é até um tanto quanto natural, até eu começar a ficar completamente obcecado por isto. Não podia perder tempo procurando um cortador de unhas, sejam as dos pés ou das mãos, se não estivessem como deveriam, aquilo precisava ser resolvido imediatamente. Comecei a arranca-las a mordidas. Mordia minhas unhas até elas sangrarem, e mesmo assim, se ainda não estivessem “perfeitas”, eu continuava, com o gosto do sangue em minha boca. Mal sabia eu que este era o início de um problema com o qual eu teria que conviver durante toda a minha vida.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="socialize-in-content" style="float:right;"><div class="socialize-in-button socialize-in-button-vertical"><a href="http://twitter.com/share" class="twitter-share-button" data-url="http://www.obsessivocompulsivo.com/antes-e-depois-de-um-certo-dia/" data-text="Antes e depois de um certo dia" data-count="" data-via="pailoro" ><!--Tweetter--></a></div><div class="socialize-in-button socialize-in-button-vertical"><script>
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                        <script src="http://widgets.fbshare.me/files/fbshare.js"></script></div></div><p style="text-align: justify;">Em algum dia da semana, em uma determinada época de minha infância, eu comecei a ficar inclinado a ter algumas atitudes que, para mim, e para quem estivesse de fora visse, pareciam bem estranhas. De repente, senti que minhas unhas não poderiam ter nenhuma falha. Eu tinha cerca de 8 anos de idade, não tinha a menor vaidade sobre nada. Tanto que o importante não era ter as unhas bonitas, apenas que elas não deveriam ter sulcos ou pontas que prendessem no cobertor, por exemplo. Isso é até um tanto quanto natural, até eu começar a ficar completamente obcecado por isto. Não podia perder tempo procurando um cortador de unhas, sejam as dos pés ou das mãos, se não estivessem como deveriam, aquilo precisava ser resolvido imediatamente. Comecei a arranca-las a mordidas. Mordia minhas unhas até elas sangrarem, e mesmo assim, se ainda não estivessem “perfeitas”, eu continuava, com o gosto do sangue em minha boca. Mal sabia eu que este era o início de um problema com o qual eu teria que conviver durante toda a minha vida.<span id="more-224"></span></p>
<p style="text-align: justify;">O desejo compulsivo de manter o fio de minhas unhas sempre lisinho nunca desapareu. Após o início dessa necessidade compulsiva, vieram as obsessões, que ao contrário do que algumas pessoas pensam, não é como se fosse um sonho acordado, ou apenas um desejo. Para mim, está mais para um delírio consciente ou uma realidade virtual. A maioria das vezes eu sei que estou em uma determinada realidade, mas mergulho num evento gerado por uma espécie de “inconsciente ativo”, que tenta me controlar. Daí vem as obsessões: Percebo uma ideia ou um pensamento que me ocorre, e é como se mergulhasse nisto, mas não como um salto olímpico, é mais como uma queda desajeitada dentro de um lugar que não escolhi estar, e de onde é difícil sair. Essas ideias e pseudo-realidade começam a cercar minha consciência e começo a me sentir claustrofóbico por esses pensamentos que me apertam cada vez mais. É como se estivesse, a cada momento, mergulhando mais fundo dentro deste abismo. Como se não bastasse estar nessa situação, as próprias ideias que me cercam são ainda mais pavorosas que a própria situação em sí. E num dado momento, um desses “monstros” parece querer fazer um pacto comigo. Percebo que é como se, o tempo todo, essa fosse a intenção de meu subconsciente. É como fazer um pacto com o diabo, mas o que ganho não é algo que não tinha, apenas retomo a liberdade da minha mente. Ela pede que eu faça algo ridículo em números pares, ou que toque no mesmo lugar de meu corpo em um determinado local o qual havia tocado antes. Quando percebo isto, parece ser um pequeno preço a se pagar para libertar a minha consciência daquela situação. Eu faço, e é como se ficássemos quites. Daí, posso partir em paz, pelo menos por enquanto.</p>
<p style="text-align: justify;">Demorou um tempo até eu perceber que estava sendo chantageado o tempo todo pela minha própria razão. O primeiro pensamento que me ocorre é que eu estou ficando completamente louco. Penso que se pedir ajuda irão me internar na hora, irão apontar o dedo para mim e me chamar de louco, afinal, lembrem-se, eu não havia chegado nem aos dez anos ainda.</p>
<p style="text-align: justify;">A missão agora é encontrar uma forma de não enlouquecer de vez, tentar controlar essas situações de algum modo. Mas cada vez que meu subconsciente aparece para me chantagear por algo que parece tão pouco, ele é sempre mais poderoso do que eu me lembrava, daí começo a me viciar, porque afinal, ele não parece pedir muito. Mas o preço começa a ficar cada vez mais alto, as pessoas começam a notar, e a cada vez preciso me esforçar mais para pagar o valor dessa chantagem.</p>
<p style="text-align: justify;">Tudo é gradual, de forma que vou me acostumando com esses rituais obrigatórios para me livrar daquela “cela”. Mas existe outro fator: o trauma. A “realidade virtual” e os pensamentos a que sou impelido pela minha mente são poderosos e cada vez mais violentos. Num dado momento, é como se eu não caísse mais naquele abismo, mas como se todo o meu mundo estivesse dentro dele. Não posso mais fugir daquelas ideias, agora os rituais servem apenas para fazer com que elas se afastem por algum tempo, e esse intervalo também fica cada vez menor. Num instante de poucos meses já sou uma marionete das minhas obsessões, e o pior de tudo, é que eu não faço a menor ideia de que tudo isto é uma doença. Estou em silêncio, sozinho e apavorado por tudo aquilo que presencio todos os dias o tempo todo dentro de minha cabeça. E eu já percebi que não há saída.</p>
<p style="text-align: justify;">Com o tempo, as coisas não ficam melhores, mas você se acostuma. Acaba se tornando íntimo de seus próprios rituais e seu corpo começa a reagir automaticamente as situações, pelo menos na maioria das vezes, quando é um ritual simples. Eu cheguei em um ponto em que não discutia mais com a razão de minhas compulsões. Eu aceitava as obsessões sem distinção, e apenas às realizava logo, para me livrar daquilo e continuar com minha vida.</p>
<p style="text-align: justify;">“Apenas mais um momento de ‘loucura’ e continuo com minha vida”, pensava eu. Eu já havia aceitado estar preso no abismo de minhas obsessões e compulsões: “Essa manhã, só terei tempo de salvar 3.000 vidas, a tarde eu cuido do planeta”. É como se o destino do universo dependesse única e exclusivamente de minhas compulsões. Minhas obsessões faziam com que pensasse que todas essas situações fossem realmente acontecer, apesar de eu nunca acreditar em nenhuma delas. É assim que funciona: eu sei que nada do que minha cabeça diz vai realmente ocorrer se eu não fizer determinada coisa. Eu não acredito em nada disso, mas ao mesmo tempo, eu tenho que fazer os rituais, para que nada disso aconteça. É uma situação bem surreal e complicada de se fazer compreender em palavras, mas basicamente, é assim que funciona. Eu acabei aceitando que o destino da humanidade, planeta, universo e tudo o mais, cabia apenas a um movimento de um determinado músculo da garganta, que eu fazia pela manhã, ou pela quantidade de vezes que acendia e apagava as luzes da sala, antes de entrar em casa. E para mim, com o tempo, isso ficou bem natural. Assim fui seguindo com minha vida, até um dia em que sentei no sofá de um lugar qualquer, onde ví uma mulher qualquer na capa de uma revista qualquer de fofofcas, e que comecei a folhear. Por mais fútil que possa ter parecido esse momento, minha vida realmente se dividiu em antes e depois desse dia. Foi quando descobri que, na verdade, eu não tinha “super-poder” nenhum, e sim uma doença complexa e pouco compreendida. Nesta revista havia uma matéria de uma atriz que tinha todos os meus sintomas, e a matéria chamou isso de TOC, Transtorno Obsessivo Compulsivo. Acho que nunca em minha vida eu senti tanto alívio.</p>
<p style="text-align: justify;">A descoberta de que meu problema era uma doença foi algo bom, por descobrir que não estava sozinho, nem que eu era um louco completo. Por outro lado, a medida que fui pesquisando cada vez mais e mais a respeito, e consultando psicólogos, descobri que não havia cura para o meu problema, além de também descobrir de esse ser o motivo que fazia com que eu fosse tão agitado. De qualquer forma, descobri que se eu direcionasse toda essa agitação em uma tarefa, poderia “burlar” minhas obsessões, ocupando a minha mente. Hoje pareço muito mais maluco do que no começo, passo o dia inteiro fazendo todo o tipo de coisas, trabalhando direto, inventando projetos pessoais e executando todas essas tarefas enquanto realizo algumas de minhas compulsões. Por outro lado, o fato de direcionar alguns dos efeitos colaterais dessa doença, como a hiperatividade, me fez aumentar a qualidade de vida, além de garantir que eu pensasse menos a respeito e  tivesse menos “visões” violentas. Hoje, estou longe de ser uma pessoa normal, mas quem é? Levo minha vida da forma como me acostumei. Direciono minhas ideias para o que gosto, e com isto, consegui entrar em uma espécie de harmonia com minhas obsessões e compulsões. Neste momento, sou apenas mais um estranho dentre a multidão.</p>
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		<title>Porque ter um cão?</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Mar 2009 01:01:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A minha vida inteira eu sempre amei animais, e é claro, principalmente cachorros. Mas porque cachorro? Porque eu sinto que é diferente? Porque ele realmente parece ser um excelente amigo? Bom… eu imagino que é porque ele é. É muito difícil falar desse tipo de relacionamento sem parecer piegas. Mas a verdade é que o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="socialize-in-content" style="float:right;"><div class="socialize-in-button socialize-in-button-vertical"><a href="http://twitter.com/share" class="twitter-share-button" data-url="http://www.obsessivocompulsivo.com/porque-ter-um-cao/" data-text="Porque ter um cão?" data-count="" data-via="pailoro" ><!--Tweetter--></a></div><div class="socialize-in-button socialize-in-button-vertical"><script>
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                        <script src="http://widgets.fbshare.me/files/fbshare.js"></script></div></div><p>A minha vida inteira eu sempre amei animais, e é claro, principalmente cachorros. Mas porque cachorro? Porque eu sinto que é diferente? Porque ele realmente parece ser um excelente amigo? Bom… eu imagino que é porque ele é.</p>
<p style="text-align: left;">É muito difícil falar desse tipo de relacionamento sem parecer piegas. Mas a verdade é que o cão é incrivelmente mais inteligente do que muita gente pensa. Os cães podem entender até 160 palavras, reconhecem cerca de 90% de nossa expressão corporal e facial. O cachorro realmente interage com você, ele realmente ama você, e olha que você nem precisa dar algo em troca, ele vai amar você de verdade, basta você ama-lo também.<span id="more-30"></span></p>
<p>Muita gente pensa que ter um cachorro é ter um bichinho peludinho passeando pela casa e que você tem que colocar agua e sobras de comida pra ele de vez em quando, mas os cães são muito sentimentais, se sentem sozinhos, sentem ciúmes, felicidade e muitas outras coisas que ainda não conseguimos compreender completamente. Dar qualquer tipo de alimentação pra ele, é como dar qualquer tipo de alimentação para você, algumas pessoas passam muito bem comendo qualquer coisa, mas se quiser ser saudável tem que tentar comer da melhor maneira possível, é melhor do que gastar com médicos depois. Muita gente diz que cachorro é interesseiro, que só faz isso para que nós os alimentemos, mas eu estou cansado de ver vinculo de cães com pessoas que não tem nada. O mais importante para ele é a companhia, se não tem comida, ele vai junto com você, ajuda a procurar.</p>
<p>Cachorros existem de todos os tipos, os estressados, os calmos, os eléctricos, enfim… Eu já tive vira-latas, a minha vida inteira sempre tive vira-las. Todos foram especiais, apesar de que eu confesso que na época eu não soube cuidar deles como deveria, até porque eu era uma criança e não tinha a consciência total da responsabilidade que era. Eu não fui educado assim, ninguém me orientou, então eu tive que aprender muita coisa convivendo com eles, tentando entedê-los, e acho isso incrível porque eu, um ser humano, raça dominante nesse planeta, passei anos pra entender do que ele precisava, e com certeza tudo que eu sei não deve ser muito, pelo menos não comparado ao que esse amigo fiel deve entender de nós. Meus cães sempre souberam do que eu precisava, e até hoje eu tento entendê-los tão bem quanto eles me entendem.</p>
<p>Dizem que a inteligência é medida pela nossa capacidade de nos adaptar ao nosso ambiente. Pouquíssimos animais fazem isso bem. Por exemplo, se vc tirar um animal de um clima tropical e coloca-lo em um ambiente frio, ou vice-versa, ele geralmente não vai conseguir se adaptar, um dos únicos animais que conseguem fazer isso bem são os golfinhos, que existem em todo o lugar do mundo, migram e aprendem a se alimentar de acordo com cada lugar para onde vão. Em uma  região do Brasil, existem golfinhos que ajudam pescadores e pegarem seus peixes, empurrando eles para a margem, e em troca se alimentam dos peixes que tentam fugir. O ambiente do cachorro é o ser humano, é ele que o cerca, existem mais de 5 BI de pessoas no mundo, e o cão pode se adaptar a cada uma delas, então, tecnicamente os cachorros são génios.</p>
<p>Meu novo amigo agora é Dexter, um Shih-tzu. Li tudo que poderia ler sobre a raça, e quando os visitei vi que era tudo verdade. De todos os cães que estavam no canil, eles foram os únicos que não ficaram pulando em cima de mim, nem eléctricos, nem estressados, nem latindo. Ficaram normais, esperaram o momento deles, quando viram que eu queria lhes dar carinho eles se prontificaram a receber. Achei uma raça de uma personalidade realmente fantástica e estou apaixonado por ela. Espero poder retribuir o carinho que ele me dá e me dará, espero poder aprender mais sobre esses animais incríveis e com certeza esse deve ser o primeiro de muitos posts que irão retratar esse relacionamento que se inicial.</p>
<p>Ter um cachorro é uma excelente forma de aprender mais sobre o senso de responsabilidade, o que poderá amadurecer nossas experiências para quando formos ter nossos filhos, ou mesmo com outras pessoas. A grande verdade é que apesar de nós ensinarmos truques aos cães, eu acredito que quem tem mais a aprender com esse relacionamento somos nós mesmos.</p>
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