Na verdade, a sexualidade não é um assunto importante. A repressão a sexualidade sim, é algo preocupante. Hoje em dia, os meios de comunicação falam sobre este comportamento quase como se tivessem algum controle sobre ele. E na verdade, é a preocupação sobre este tema, gerada pela mídia e pelo preconceito, que o faz parecer extraordinário. Nunca existiu gays, e nunca existiram héteros, isso é apenas conceito, dentre centenas de outros que os seres humanos inventaram. Na verdade, as pessoas apenas se apaixonam e gostam umas das outras, assim como qualquer outra espécie que viva nessa grande bola azul.
Hétero e Gay pra mim é um estereotipo. Mais uma tentativa do ser humano de tentar controlar conceitos, pensamentos e comportamentos. Nenhum amigo meu será melhor ou pior por ser qualquer um dos dois, ele apenas será uma pessoa fantástica com a qual eu gosto de conversar, e ele sempre será isso. Se a opção sexual dele for um problema, será um problema meu, e não dele. A pessoa que está com um parceiro, está com ele porque se sente bem com isso; o individuo que não se sente bem com isso, é alguém reprimido e/ou invejoso, e isso, qualquer ser humano é capaz de ser…
Uma vez que o comportamento sexual é normal, independente do parceiro, espécie e sexo, o que nos faz pensar que temos algum poder de controlar a paixão e um comportamento natural em todas as espécies? O indivíduo é a única pessoa capaz de fazer dela mesma melhor ou pior, independente daquilo que você ame ou odeie. Se a sexualidade não fosse apenas um detalhe, não poderia ser escondida com meio milímetro de jeans.
Ser e estar feliz com alguém, não importa a pessoa ou o sexo, não deve ser repulsivo, porque a felicidade não é isto, e nunca poderemos transforma-la em qualquer coisa que quisermos que ela seja. O conforto, a felicidade, a paixão e o amor, apenas são, e não adianta catalogar, nem é preciso. Fiquemos todos apenas confortáveis com e por todos aqueles que conseguirem encontrar aquele que o faça se sentir fantástico e importante, porque não é fácil achar um sentido na existência, e provavelmente nem sequer exista um. Mas o relevante não é a existência em sí, mas o que podemos fazer com ela.
Eu sou gay, eu sou hetero, eu sou bi, eu sou pan. Sou capaz de ser qualquer coisa que precisar ser, porque serei o que for pra me sentir bem ao existir. Ser é mais importante do que o que qualquer um acredita ser. Eu não quero uma definição, eu quero é definir o que sou, porque todas as regras foram criadas, e talvez seja a hora de reinventa-las.

