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Eu, o “TOC” e meu cão

10 março 2009 by Fernando Aureliano, 1 Comment
Eu, o “TOC” e meu cão

Para quem sofre de “TOC”, a relação com um cachorro pode ser saudável de várias maneiras. Vou explicar.

Em toda a história da humanidade, a coisa mais poderosa que já existiu, aquilo que ergueu e derrubou reinados, que inspirou homens a fazer coisas grandiosas sempre foi a “buceta”, sim, a “buceta”, ela mesma, o mesmo vale para as mulheres também, que têm seu equivalente no homem. O que quero dizer é: O sentimento de ter alguém do seu lado, que lhe completa, que lhe ajuda, faz as pessoas superarem muitas coisas, a “buceta” fez muitas coisas na nossa história, mas o tipo de amor que pode ajudar uma pessoa com “TOC” é diferente.

Ter alguém que caga, come, bebe, dorme e faz uma série de outras coisas, muitas delas nojentas, normalmente nos faria expulsar esse ser de nossa casa para mante-la organizada de forma que só alguém com “TOC” sabe deixar.  No entanto, quando vc tem um tipo de relacionamento puro e incondicional como só um cachorro pode oferecer – e um cachorro é um ser que depende completamente de nós – você começa a se esforçar um pouco mais para poder cuidar dessa relação. É algo tão verdadeiro que a gente não percebe que esta fazendo coisas que antes nossos rituais jamais permitiriam, e quando percebe, acaba fazendo mesmo assim porque sabemos sabe que aquele animal precisa de nós, acredita e confia em nós cegamente.

Já está mais que comprovado de diversas formas possíveis que pessoas com cães tem uma qualidade de vida muito melhor, diminuindo até a incidência de enfarto e outros problemas de saúde. Apesar de que cuidar de um animal requer muita dedicação, empenho e consciência por parte de quem o cria. O relacionamento homem e cão é a chave para ajudar a superar diversos problemas das pessoas com o “TOC”.

Claro que o tipo e a força do sentimento que se nutri pelo animal é algo muito pessoal e depende muito de cada um, não adianta comprar ou adotar um cachorro se você não gosta, só por alguns dos motivos que falei acima, é preciso realmente querer e amar o animal para que se possa ter esse resultado que é mais uma consequência do que um propósito.

Com um cão nós pegamos em coisas viscosas; nos arriscamos a pisar em uma linha no chão, pondo em risco a segurança de um planeta para poder chegar a tempo de evitar que nosso melhor amigo se machuque (sim, muitas pessoas com “TOC” acreditam que o simples fato de pisar em uma fissura no chão pode fazer com que um planeta seja destruído). Para uma pessoa com nosso tipo de problema, ter um cão é uma espécie de superação. Talvez não a solução para nossos problemas, mas é um belo motivo para começarmos a enfrentar muitos deles.

nota: a ilustração deste post foi feita pela Tati Viana