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Humano, demasiado… humano?

As pessoas nascem, vivem e morrem pelas razões mais idiotas. Uma mulher é estuprada e tem um filho que vive uma vida inteiramente medíocre. Ele é incapaz de se matar e o impossibilitamos de ser melhor do que é, entupindo sua cabeça com baboseiras como deus, milagre, céu e inferno. Daí ele morre numa calçada após sofrer um assalto e perder seus cinco reais. Em seguida, o ladrão dobra a esquina, corre dois quarteirões e estupra outra mulher. Continue Lendo →

Antes e depois de um certo dia

Em algum dia da semana, em uma determinada época de minha infância, eu comecei a ficar inclinado a ter algumas atitudes que, para mim, e para quem estivesse de fora visse, pareciam bem estranhas. De repente, senti que minhas unhas não poderiam ter nenhuma falha. Eu tinha cerca de 8 anos de idade, não tinha a menor vaidade sobre nada. Tanto que o importante não era ter as unhas bonitas, apenas que elas não deveriam ter sulcos ou pontas que prendessem no cobertor, por exemplo. Isso é até um tanto quanto natural, até eu começar a ficar completamente obcecado por isto. Não podia perder tempo procurando um cortador de unhas, sejam as dos pés ou das mãos, se não estivessem como deveriam, aquilo precisava ser resolvido imediatamente. Comecei a arranca-las a mordidas. Mordia minhas unhas até elas sangrarem, e mesmo assim, se ainda não estivessem “perfeitas”, eu continuava, com o gosto do sangue em minha boca. Mal sabia eu que este era o início de um problema com o qual eu teria que conviver durante toda a minha vida. Continue Lendo →